Não importa se você acompanha a história da publicidade no Brasil, ou simplesmente viu TV nos anos 80 e 90. No fim das contas, a verdade é uma só: você provavelmente sabe o que significa Garoto Bombril.

É claro que temos aí a associação do personagem que foi tema de um dos mais emblemáticos comerciais da TV e o seu ator. Os dois no entanto, se fundem em uma espécie de entidade criativa, de modo que é quase impossível falar de um sem se lembrar do outro.

Não entendeu nada? Não tem problema, a gente explica. Estamos falando aqui da série de comerciais estrelada por Carlos Moreno para a Bombril.

Ela se tornou uma das mais bem-sucedidas ações promocionais da história da publicidade no mundo e foi criada por Olivetto, empreendedor e publicitário brasileiro.

Nas próximas linhas conheceremos um pouco sobre os bastidores da criação desse marco do marketing nacional.

A ideia Garoto Bombril

O ano era 1978, e a DPZ, agência da qual Washington Olivetto era redator publicitário, acabava de ganhar a conta da Bombril. Diferente do que muitos acreditam, no entanto, a primeira campanha para a empresa não seria direcionada às palhas de aço.

Na verdade, nem mesmo o slogan, “1001 utilidades” que mais tarde serviria para popularizar a marca, foi mérito da DPZ à época.

Isso porque, quando a Bombril optou pela agência ela já havia adquirido o slogan. A criação havia sido da McCann Erickson, antes responsável pelo marketing da empresa.

Dito isso, a DPZ, cujo sócio e diretor era Francesc Petit, tinha tão somente a missão de promover um novo detergente. O produto tinha um diferencial claro que era ser menos nocivo à saúde da pele.

Foi aí então que Washington Olivetto, junto de Petit, compartilhou o grande insight. Observou-se que na época, as mulheres estavam se sentindo cada vez mais atraídas por homens sensíveis.

Isso fluía na contramão de outras épocas onde o que mais contava era o porte atlético e a força do típico “macho alfa”.

Em um trecho do livro “Na Toca dos Leões”, Olivetto colocou isso da seguinte forma: “Estávamos vivendo uma época em que as mulheres se encantavam mais com a fragilidade do Woody Allen do que com a macheza do John Wayne”.

No fim das contas, portanto, a ideia foi encontrar um personagem carismático, magro e educado que transmitisse a ideia de um jovem vendedor.

A criação do personagem Garoto Bombril

Com o perfil desejado em mente, a agência partiu então para a ação, procurando candidatos que se encaixassem no perfil. Essa missão ficou a cargo de uma produtora chamada ABA, pertencente a André Bukowinski.

Foi aí então que o sócio do dono da empresa, Oscar Caporale, sugeriu que fosse dada a oportunidade a Carlos Moreno.

Este por sua vez, era formado em arquitetura na USP e havia feito mestrado em design gráfico. O motivo do interesse, no entanto, é que desde adolescência ele tinha relação estreita com o teatro.

Após a realização do teste, não restaram dúvidas, o Garoto Bombril seria ele. A campanha inicial foi um sucesso e isso rendeu uma incrível longevidade ao ator no papel. Ao todo foram mais de 400 peças criadas.

Conteúdo Autoral Seven Crowdlearning.

 

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Washington Olivetto estará em Vila Velha (ES) em setembro.

Clique aqui e garanta seu lugar neste encontro único que acontecerá no dia 13 de setembro, às 20h, na Área de Eventos Shopping Vila Velha.

 

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